Brasil - 21.11.08 |

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Fabricio Nobre


Carta à Folha de SP
27/05/2008

Carta resposta ao texto publicado na Ilustrada do dia 09 de maio de 2008, por Thiago Ney.

O texto "Teoria da dependência", assinado por Thiago Ney na Ilustrada do dia 09 de maio, trata dos festivais independentes de maneira generalista, além de conter dados incorretos. A Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), mesmo não tendo sido nominalmente citada, bem como nenhum de seus associados, achou por bem enviar esta carta à Folha de São Paulo para corrigir alguns dados e clarear a visão distorcida do texto.
 
Fruto de um amplo movimento artístico, novos agentes emergiram na última década e estes construíram um circuito brasileiro de festivais de música, e que hoje é em parte organizado na Abrafin. Em menos de três anos, a associação estabeleceu um calendário oficial de festivais que conseguem dar palco a boa parte da produção de música brasileira atual. São 32 festivais de todas as regiões do país, dos mais diversos estilos musicais.
 
O que torna estes festivais independentes vai muito além do modo como são custeados. Alguns se bancam da própria bilheteria, outros via leis de incentivo, uma terceira opção é por meio de permutas, ou até mesmo com um grande patrocínio, como foi citado no texto do colunista. Mas, apenas por isso, dizer que são "dependentes do dinheiro público" é uma informação generalista e incorreta. O que pode estar longe do conhecimento do grande público é que todos os festivais a Abrafin estão envolvidos (alguns por mais de uma década) numa cadeia produtiva que dura todo o ano, gerando emprego e cultura, e que têm nos festivais (patrocinados ou não), a sua vitrine nacional.
 
Outro dado incorreto diz respeito aos valores "gotejados na mão dos produtores de cada evento" via edital da Petrobras (www.editalfestivaisdemusica.com.br). Pelo menos dos associados da Abrafin, nenhum teve um aporte no valor citado via edital.
 
Sobre a relevância das atrações, é inegável que boa parte da nova música brasileira tem se apresentado nestes festivais. Independente de estilo, os festivais são a plataforma onde esta música está sendo apresentada ao público e até formando uma nova geração de pessoas interessadas em música - papel que já foi da rádio, da TV e  até da imprensa musical brasileira. A própria cobertura destes festivais feita esporadicamente pela Folha de São Paulo, por vezes elogiosa, comprova que o colunista foi no mínimo preconceituoso ao criticar uma ou outra atração, assumindo que seu gosto pessoal deve ser mais importante que o do público que comparece aos shows, ou da curadoria dos festivais.

Atenciosamente,
Fabrício Nobre
presidente da ABRAFIN
 

1 comentários

Rock sempre!
17/04/2008

Olá amigos fora do eixo,

agradeço muito ao espaço para poder escrever, falar, mostrar, um pouco sobre as coisas que gosto e faço, coisas me inspiram, emocianam, irritam...
Sendo assim vou ter que falar de coisas que vejo mundo a fora, mas muito do que vejo na cidade em que vivo fazem quase 30 anos, Goiânia - passando pelos caminhos do MQN, Monstro, Abrafin e etc.

Em breve começaremos com videos, sons e textos.

Rock sempre!

F. Nobre



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