Os Fora do eixo
Fala
geral, pela ordem? Pra quem não me conhece eu sou o Linha Dura sou
músico sou do rap, estarei postando nesse blog algumas idéias que passa
pela minha cabeça e compartilhando também os meus rolês e minhas
correrias pelo mundão brasileiro.
Pra
mim é um puta desafio escrever, por que não tenho esse hábito, confesso
que gosto mais de ler do que escrever, mais é isso ai, se o português
aqui proposto não tiver correto entendam que eu sou melhor na escrita e
na linguagem favelês (risos).
Acabamos
de sair de uma produção sinistra que foi a REVIRADA CULTURAL CUIABANA,
onde teve a participação de várias atrações locais e duas nacionais,
Vanessa Camargo e Racionais MC’S, casa cheia, várias tretas e muita
aprendizado.
Depois
do último show, como sempre em plena madrugada, lá por volta das
03h00min estava lá a tropa de elite da cultura cuiabana, trabalhando
iguais uns loucos, uns carregando as cadeiras, desfazendo os camarins,
outros limpando e assim segue a vida dos artistas serventes. Nessa
estava um bolinho de gente discutindo sobre políticas públicas, sobre o
show, sobre a postura dos artistas, puta que pariu 3 da madruga todo
mundo pregado ainda com disposição pra esse tipo de assunto.
Os
assuntos foram vários, discutimos postura da Vanessa, dos Racionais do
Vanguart. Pablo sempre ele, metendo o dedo na ferida, falando que era
moagem do racionais pedir dois vinho no camarim, o Vanguart pedir
R$1.000,00 conto para seus gastos locais, eu contrapondo algumas
idéias, mais se liga você que não estava na situação é melhor não
julgar o que estou escrevendo por que aqui não estão todos os
argumentos nem meu e nem do Pablo nem o porquê dele achar moagem e
etc... E assim passamos uns 40 minutos sentado no bolinho de mais ou
menos umas 15 pessoas.
Mais
vou tentar explicar melhor o que ta rolando. Construirmos em Cuiabá a
GOVERNANCIA INTEGRADA DA CULTURA, que é formada por vários coletivos e
indivíduos no intuito de desenvolver ações sócio-cultural e junto com o
governo municipal propor políticas públicas especialmente na área
cultural. Nessa de cara ficamos incumbidos de produzir junto à
secretaria municipal de cultura o aniversário de Cuiabá com uma
programação extensa que toma todo o mês de abril, nisso chegamos a uma
conclusão que todos os envolvidos (artistas, produtores,
jornalistas...) ganhariam um mesmo valor em dinheiro, um recurso
pequeno, porém enorme na proposta, pois estamos quebrando paradigmas,
antes muitos viam a prefeitura somente como uma empresa que tem como
obrigação apoiar projetos por que pagamos imposto e blá blá blá, admito
que pensava assim também, porém esse modelo comum onde todos tem que
fazer seus esquemas para que seu projeto seja aprovado cai por terra na
visão da governancia. Estamos matando o discurso de quem pode mais
chora menos, queremos estar realmente
pautando o rumo dos recursos destinados principalmente nesse primeiro
momento na pasta da cultura, pra isso não posso deixar de ressaltar que
se o nosso secretário não tivesse um proceder aberto, amplo, jamais
teríamos a oportunidade de se quer começar um diálogo.
Se
realmente a maquina pública é de todos então queremos fazer jus a essa
idéia, mas não esqueçam que tudo tem seu lado bom e ruim, e talvez pra
muitos ou alguns R$300,00 Reais para fazer uma produção que nos padrões
normais cobrariam muito mais, talvez ai seja um lado ruim da proposta,
mais coletividade é isso é abdicar e estamos passando por um momento na
história onde todos estão falando em salvar o planeta devido ao
aquecimento global, então nesse momento até pra sermos egoístas temos
que pensar no conjunto. Tendo isso como base de pensamento de vivência
acredito eu que melhoraríamos e muito nossa passagem aqui na terra,
diminuindo o ego e vaidade de cada um, um pouquinho da ambição também,
é esse o rumo do artista serviçal entendendo que o mundo a finalidade
não é só o palco, os holofotes, para o holofote acender muitas taxas e
impostos temos que pagar e só quem ta na base sabe o que é ter essas
fortes emoções, como o mano brown no seu disco fala “o show propriamente dito é só um detalhe”.
E
ai gurizão, gurizona parece loucura isso né, e você acha o que sobre
tudo isso? Acha que o artista tem que estar em seus pedestais mesmo
ganhando milhões mais do que qualquer trabalhador que estudou também
anos na faculdade? Assim penso o mesmo pro jogador do futebol, acha que
o modelo do governo esta certo? Eles têm a grana e o poder e nós vamos
lá e pedimos o nosso patrocínio? Ou acredita nisso que estamos
construindo que é realmente uma gestão participativa da sociedade civil
organizada, buscando soluções junto aos que estão com a maquina pública
na mão e sem deixar de criticar, pontuar, ou seja, sem se vender como
muitos tanto temem.
Bom
eu não sei o que você acha sei que estamos construindo um caminho
diferente, por que o que foi construído há séculos não funciona para a
maioria. Vombora tentando, caindo e levantando, nova forma de pensar
construindo e reconstruindo novos conhecimentos.
Linha
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